Primeiro vamos separar aqui a função do trendsetter e do público que compra sua imagem. Quando existe um respeito do público voltado a imagem de um indivíduo, seja um ator ou uma banda inteira, é normal que o público mimetize seu comportamento. Mimetizar é o que fazemos quando crianças, pra aprender a falar. Repetimos, mesmo sem entender, os fonemas que saem da boca dos nossos pais, e com muito esforço, conseguimos um PAPA ou MAMA. Mimetizar é imitar, e fazemos isso como parte natural do nosso processo de aprendizado, é instinto. Não é muito diferente de quando povos indígenas decidiam devorar guerreiros poderosos pra assimilar sua força, seu conhecimento. Hoje, devoramos copiando a imagem num processo similar, onde o objetivo é adquirir as características do ícone.
A mimetização de comportamento de bandas e outros personagens serve para o reconhecimento mútuo de interesses. É como se todo mundo que gostasse do Restart decidisse usar uma fita vermelha no dedo, para se reconhecer por aí. E isso não faz deles retardados, apenas super engajados. Quando você, desinteressado por Restart, usa uma fita vermelha no dedo, pode ser confundido por essa comunidade. No final é tudo um jogo de códigos de comportamento, e de como você se movimenta nisso.
Então, o Fiuk é um trendsetter? Sem sombra de dúvidas que sim. Pro seu público, qualquer novidade no visual dele vai se transformar em algo a ser copiado, como um novo código dos seus seguidores. Se a banda Restart decidir mudar algo, seus seguidores tambem vão mudar. Eles não idolatram calças coloridas, seus ídolos são cabeças pensantes que os representam, e as calças coloridas apenas mais uma ferramenta.
Desencanem da preocupação com o hit da vez. Como mostra a galeria no meio desse post, todos os movimentos que cruzaram música e moda dos últimos 10 anos passaram por isso. Quem critica hoje provavelmente já se engajou numa modinha de gosto duvidoso no passado, é um fato. E outra, grupos que gostam de alguma coisa não são tão diferentes dos pentelhos que odeiam a mesma coisa. Logo após um #familiarestart no Trending Topics, sobe uma hashtag equivalente do grupo hater.Eis a ironia definitiva de quem perde tempo julgando: criticar modinhas também é uma modinha. Não sei quanto a vocês, mas eu não quero viver num mundo em que você precisa escolher entre #TeamFiuk ou #TeamFelipeNeto na hora de me vestir. Não é que eu tenha nada contra nenhum dos dois, é só o que eu tenho a favor de mim mesmo. Acho que pensar sozinho faz bem, e pelo visto ainda amplia as possibilidades do meu guarda-roupa, :-)
E o que você achou?
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